Biblioteca Comunitária da Várzea

Uma notícia comovente!

Junho 29, 2009 · Deixe um comentário

RETIREI a notícia abaixo de O Globo

(não tenho a menor pretensão comercial ou profissional com isso, apenas a divulgação)

Publicada em 27/06/2009 às 13h54m SPTV, O Globo

Garota de 14 anos doa 72 instrumentos musicais à Sinfônica de Heliópolis, em SP

SÃO PAULO – Uma menina de 14 anos, que nasceu no Brasil mas vive desde pequena nos Estados Unidos, fez uma doação de 72 instrumentos musicais – entre violinos, violas e violoncelos – para a sinfônica da comunidade de Heliópolis, a maior favela da capital paulista. Os novos instrumentos vão permitir aumentar a oferta de vagas para alunos de música do Instituto Baccarelli, organização sem fins lucrativos criada para oferecer formação musical e artística para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Metade dos 120 mil moradores de Heliópolis tem até 25 anos de idade.

Giulia Olsson estuda em uma escola em que o trabalho voluntário faz parte do currículo, mas ela foi bem além. A estudante conta que vendeu limonada, trabalhou lavando carros, mandou cartas, emails, divulgou o projeto entre amigos e na escola e conseguiu arrecadar mais de 10 mil dólares para a compra dos instrumentos.

- Eu queria fazer alguma coisa com a música porque é minha paixão e queria fazer no Brasil porque nasci aqui. Eu acho que aqui precisa mais de ajuda do que lá – diz Giulia.
Heliópolis – imagem TV Globo/ReproduçãoEntre os instrumentos doados estão também alguns em tamanho menor, que vão possibilitar começar a ensinar crianças a partir de 5, 6 anos de idade.

Jovens da Sinfônica Heliópolis se apresentaram para o Papa Bento XVI em 2007, durante sua visita ao Brasil. Edilson Ventureli, diretor executivo do projeto, diz que os instrumentos permitirão aumento no número de aulas e de alunos.

- Ela é uma pessoa alegre, uma pessoa certa, com os pés no chão e que tem certeza de tudo que faz e que fala – disse Jacqueline da Silva Nascimento, musicista.

- Conhecer um projeto, tomar uma fé pelo projeto e realizar o que ela fez não é comum. Tem inspiração divina nisso – emociona-se o maestro Silvio Baccarelli.

Giulia veio ao Brasil para a entrega dos instrumentos e retorna aos Estados Unidos na semana que vem. Ela planeja continuar o trabalho no próximo ano, arrecadando instrumentos para doações que podem ser na Venezuela ou no Brasil.

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Sugestões para livros

Junho 26, 2009 · Deixe um comentário

Amigos:

Bom dia. Volta e meia recebo mensagens referentes às promoções do saite submarino.com. Hoje recebi, de novo, uma onde constava a promoção da série Harry Potter. Penso em adquirí-la.

Por quê? Qual o critério de minha escolha?

Tomo por base o seguinte artigo:

Originalmente publicada em 15/06/2009 às 23h41m no saite de O Globo

Os livros mais pedidos pelos estudantes

HARRY POTTER: A saga em sete livros de J.K. Rowling (Rocco) sobre o bruxinho que luta contra as forças do mal e ainda sofre com as agruras da adolescência é, de longe, a mais cobiçada nas escolas. Das crianças do ensino fundamental aos estudantes do ensino médio, todo mundo lê. Os empréstimos aumentam mais quando algum filme está perto de ser lançado.

PRINCESAS: Os títulos da escritora americana Meg Cabot, como “Diário da princesa”, “A princesa apaixonada” e “Lições de princesa” (Record) fazem sucesso com as meninas.

VAMPIROS: Todo mundo quer ler sobre a história de amor de um vampiro que não gosta de beber sangue humano com uma adolescente rebelde de “Crepúsculo”, “Lua nova” e “Eclipse”, da autora Stephenie Meyer (Intrínseca).

MALU EM SÉRIE: “Fala sério, mãe”, “Tudo por um namorado” e “Traição entre amigas” (Rocco) são alguns dos títulos de Thalita Rebouças, que está entre as mais pedidas, principalmente entre as meninas dos primeiros anos do ensino médio.

GUARDA ROUPA: A série “Crônicas de Nárnia”, do autor irlandês C.S. Lewis, cujos livros também foram adaptados pela Disney para a telona, estão em destaque na lista de empréstimo das bibliotecas.

GIBIS: Histórias em quadrinhos como “Turma da Mônica”, a série nova “Turma da Mônica Jovem”, publicações da Disney e mangás são outra febre. São lidos principalmente na própria escola, nos horários de intervalo.

Claro é que o artigo acima é sobre uma realidade de classe média da zona sul carioca. Mas, bem ou mal, é uma referência na hora de comprar esse ou aquele livro, lembrando sempre que o propósito maior é o de estimular a leitura e o gosto por livros.

O que me dizem? Vale a pena ou não?

H.

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Recentes

Junho 24, 2009 · Deixe um comentário

Na quinta feira passada entrei em contato com a biblioteca da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Eles pediram que me enviassem um email, pois de tempos em tempos, após organização de seus arquivos, eles distribuem uma lista em que a pessoa escolhe alguns livros para sua biblioteca.

Além disso, como ocorreu na semana passada a Feira de Livros Infanto-Juvenis, recebi uma mensagem me convidando para o coquetel de lançamento de um catálogo justamente de livros dessa área.

Bem… eu não vou. É em Paraty. Mas pretendo adquirir esse catálogo sim.

Se vocês tiverem paciência e lerem os textos que vou postando, perceberão que é um movimento muito forte, onde todos participam da melhor maneira que podem.

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Como criar uma biblioteca comunitária em 1 passo simples

Junho 23, 2009 · Deixe um comentário

RETIREI o excelente texto do blogue Livros e Afins

AUTOR: Alessandro Martins

Alguns leitores deste blog, empolgados com a possibilidade de também criar uma biblioteca comunitária, têm me perguntado como proceder para isso.

Ao pensar na simplicidade da atitude – que, sim, pode fazer diferença para a sua comunidade -, fico até com certo pudor de explicar como fazer isso.

Consiste em apenas um passo simples:

1 – FAÇA.

Claro que ele se divide em outros, mas que, para quem já sentiu vontade de fazer tal coisa, devem estar tão disponíveis que só deve faltar então o bom e velho TBC: Tire a Bunda da Cadeira.

Do que você precisa:

1. Uns 40 livros.

* Livros que você considera bons, livros que você ama, não pelo objeto que eles são, mas pelo conteúdo que eles carregam, não como mero recepiente, mas como transportadores de prazer, conhecimento e diversão;

* pratique o desapego. Serão livros que não serão mais seus, mas de todos. Possivelmente, alguns deles você não verá mais. Troque o prazer de ter pelo prazer de compartilhar. Acredite, é muito bom ver um desconhecido folhear interessadamente um livro que você deixou à disposição. Principalmente se for um livro que você gosta;

* se você esperar para ter muitos livros para ter a iniciativa, vai acabar desistindo. Comece com pouco e conte com o “efeito bola de neve” e com o impacto que um gesto simples, mas efetivo, pode causar em sua comunidade.

2. Um lugar.

* Eu escolhi uma panificadora. Sei que em Brasília, há um projeto anterior que começou em um açougue;

* trata-se de um lugar a que estou vinculado emocionalmente e pela proximidade. Constantemente estou lá e posso ver em que situação se encontra a biblioteca;

* é perto de minha casa e faz parte da vida da comunidade com que convivo, com grande circulação de pessoas;

* você deve oferecer a possibilidade de uma biblioteca aos donos do lugar. Há uma grande possibilidade de eles aceitarem;

* evite locais do município e do Estado, pois você vai esbarrar na burrocracia.

3. Um sistema

* Quanto mais simples melhor;

* o objetivo não é manter os livros na biblioteca, mas fazê-los circular;

* um cadastro de empréstimos e de leitores seria um estorvo e faria os donos do estabelecimento recusarem a biblioteca, pois isso representaria mais trabalho;

* por outro lado, esse tipo de burocracia é um obstáculo a mais entre o provável leitor e o livro que ele quer ler;

* o meu sistema consiste apenas em: leve, leia durante o tempo que for necessário e devolva. Eu conto com a grande possibilidade de o livro não voltar;

* o único custo administrativo da biblioteca foi mandar fazer um carimbo em que essas regras são explicadas, bem como o endereço da biblioteca para o caso de alguém que encontre o livro em outro lugar querer devolvê-lo. Cada livro do acervo recebe este carimbo em uma das páginas iniciais e em uma das finais.

4. Tenha um blog para divulgar a sua biblioteca

* é uma forma de conseguir doações;

* em breve, se muitas pessoas criarem bibliotecas comunitárias e blogs sobre elas, será possível criar uma rede independente de bibliotecas comunitárias com todas as possibilidades que isso gera;

5. Seja rápido

* Ao ter a iniciativa para a criação de uma biblioteca desse tipo, seja rápido. É quase uma ação de guerrilha;

* não conte com leis de incentivo ou com ajuda do governo. Isso só vai atrasar e desmotivar você. Você pode agir por conta própria;

* não conte com a ajuda dos outros para começar a fazer, mas conte com a ajuda dos outros no andamento do projeto
Lembre-se: ninguém precisa mudar o mundo. Apenas a parte do mundo que é capaz de mudar;

Nota: o distinto autor do texto acima, desenvolveu e ajuda a manter a biblioteca Pote de Mel. Vale a pena a leitura.

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